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{layout por}

28/01/2004 08:56
BOM DIA.
Bom,já que vocês pediram,voltei.(Tarci-achando,hein!!)É,não estou
com muito tempo para postar ultimamente,mas farei o possível para
estar com vocês e tudo mais.Ah,já estou escrevendo alguma coisa.
Será que agora eu desando a escrever de uma vez?Bom,farei um link
para quem quizer ver meus textos.Mas como ainda estou sem tempo,vai
ter que esperar um pouco.Aqui vai um,então.O porque de eu ter feito
este texto é simples.Um amigo meu fez uma prova que fazia parte de
uma entrevista para um determinado emprego.Nesta prova,ele tinha
que fazer um texo de aproximadamente 15 linhas onde a última frase
fosse:"Vende-se uma moto".Quando ele falou isso me veio uma idéia
na hora na cabeça e comecei a escrever,e notei que escrevo melhor
e mais descontraído no micro do que no papel.Terei que comprar um
para mim.Bom,sem mais enrolações,aí está o texto.Depois vocês me
dizem como é que ficou.
Vende-se uma moto.

João desde criança gostava de velocidade.Sempre que podia ele sentava na janela de qualquer veículo para sentir o vento em seu rosto.Mas tinha um veículo que ele tinha verdadeira paixão:era uma moto.Ele babava só de ouvir o roncar do motor de qualquer envenenada que passava.Ele tinha desde criança muitas,mas muitas miniaturas de motos.Eram 1:18,1:16,outras que nem tinham escala de tão pequenas que eram.Em todos os aniversários ele ganhava
alguma.Pelo menos uma ele ganhava,e isso não foi somente na infância.Quando ele fez dezessete ele ganhou uma miniatura de Harley-Davidson.Essa moto era o sonho de consumo para ele(e com certeza para muitos).Mas a surpresa maior foi quando ele fez dezoito.Ele ganhou um presentão do seu pai.Na verdade ele teria que fazer aulas e uns testes,mas era para a carteira de motorista.E o pai dele só daria uma moto depois de ter a carteira na mão,do contrário não.Então João começou sua corrida contra o tempo para tirar rápido a bendita carteira e transformar seu sonho em realidade.
Passado alguns meses,João já tinha em mãos sua carteira,ansioso para ganhar a tão esperada moto do seu pai.Ele andava impaciente,nervoso,mas sabendo que ganharia mais cedo,ou mais tarde.
Já estava perto do seu aniversário de dezenove anos,e ele já tinha tirado até carteira de motorista junto.O pai de João já estava comprando uma moto para presenteá-lo no dia de seu aniversário,e ele estava mais ansioso para dar o presente do que seu filho em ganhar.
Mas na noite de véspera do seu aniversário,João teve um terrível sonho.Ele não se lembrava com clareza de muita coisa,mas sabia que tinha uma moto caída no chão,pessoas ao redor,ambulância,e ele estava como que flutuando em cima daquela cena,bem acima da cabeça das pessoas.Ele não conseguiu ver quem era o motoqueiro,mas ele tinha uma vaga idéia de quem era.
Eram 07:00 da manhã e o pai de João não agüentava mais de ansiedade.Foi correndo no quarto acordar seu filho.João acordou assustado,meio que pálido,suando frio.Seu pai falava em tom alto:”Feliz aniversário,filho,venha ver o presente que tenho para você!!”Ele se levantou e foi ver.Estava na garagem a tão esperada moto.João ficou realmente sem palavras para demonstrar o que sentia,pois não sabia se queria ou não a moto.Aquele sonho tinha sido muito estranho,nunca havia sonhado algo assim tão real,e que tivesse tanto haver com seu dia.Ele ficou uns minutos parado,olhando a moto em todos os seus detalhes.Deu uma,duas,três voltas ao redor dela para vê-la melhor.Então seu pai perguntou: - Diga alguma coisa,filho!Gostou do presente?Era isso que você queria?Era isso que você sonhava?
João,então,de um salto,parece que acordou e olhou bem no fundo dos olhos do pai e disse: - Pai,era o que eu queria muito,até ontem.Hoje já não sei se quero.É meio estranho dizer isso a você,pai,que sabia perfeitamente o que eu queria,mas isso era ontem.Hoje,eu não quero.E tem uma razão,um motivo.Você vai rir de mim,mas tem um motivo.
O pai de João olhou com compreensão para o filho e disse: - Meu filho querido,não fique tão abalado assim, - ele havia notado que os olhos de João se enchera de lágrimas – é só um presente,se você não quer podemos devolver.E não precisa me falar o porque,eu não quero saber.Só quero saber se você está feliz.Se não está feliz com o presente,daremos um jeito de arranjar outro melhor para você,ok!Dê-me um abraço aqui,filhão.
A mão de João tinha visto toda a cena e se emocionou.Chorou até não poder mais.
Daquele dia em diante não foi tocado mais no assunto.O pai de João pensou em devolver a moto para a loja,mas achou melhor deixá-la em casa.Ele já havia pagado,mesmo.E,como estava nova,poderia vender depois pelo mesmo preço,caso João não a quisesse depois.João voltou aos estudos,tudo estava normal.Na sexta a noite,João pediu aos seus pais para sair com um colega a noite.Eles deixaram.Às nove e meia da noite seu amigo veio buscá-lo,de moto.Seu amigo tinha ganhado uma moto do pai,também.Só que a diferença é que ele aceitou.João pegou o capacete,subiu na moto,e saiu rumo as balada de sexta-feira.Seu pai entrou feliz em casa,com a esperança de ver que seu filho tinha perdido o inesperado medo de moto.Talvez ele chegasse em casa com vontade de andar de moto,de poder sair sem ser de carona,isso poderia motivá-lo.
Já era sábado e João não havia chegado.Seu pai ligava desesperado para o seu celular que caía somente na caixa postal.Ele começou a ficar em prantos.A mãe de João começou a ligar para a casa dos colegas e descobriu o número daquele amigo que buscou João,de moto.Foi quando ouviram a campainha tocar.Era um Policial.A mãe o atendeu.O pai,ao ouvir atentamente o que ele disse,começou a chorar sem parar.Os dois se abraçaram forte e choraram por muito tempo.João havia sofrido um acidente.Não sobrevivera nem ele,nem seu amigo.Uma semana depois havia uma placa na frente de sua casa dizendo: “Vende-se uma moto.”



Miguel Pesch Tramontini

P.S.Se houver algum erro gramatical ou de concordância me avisem,hein!!!
enviada por Fire....






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